Emerson Royal atravessa um momento de afirmação no Flamengo e já pode ser considerado um dos nomes mais relevantes do elenco comandado por Leonardo Jardim. A prova mais recente veio contra o Bahia, quando o lateral atuou improvisado no lado esquerdo e deu conta do recado: Jardim poupou Alex Sandro e, com Ayrton Lucas ainda em recuperação física, apostou no camisa 22 naquela faixa do campo.
A trajetória do jogador no Rubro-Negro, aliás, é daquelas que dão roteiro. Ele chegou no ano passado, tem pouco tempo de casa, mas já passou por praticamente todos os cenários possíveis: oscilou, recebeu críticas duras por falhas pontuais e esteve até perto de deixar o clube.
No meio deste ano, o CRF recebeu uma proposta para vendê-lo, mas recusou. A diretoria entendeu que não valia a pena liberá-lo no atual momento da temporada, e os valores oferecidos também não empolgaram. Do outro lado, o próprio Royal não fez qualquer tipo de força para sair do Mengão: avaliou que o melhor para sua carreira era permanecer no Rubro-Negro. Hoje, é possível dizer com tranquilidade que ele é titular do time de Jardim.
Varela até aparece em algumas partidas, mas nos jogos mais importantes o uruguaio começa no banco de reservas. Na minha opinião, Royal é titular por merecimento — e parte da torcida flamenguista precisa deixar de lado o “ranço” contra o atleta, porque dentro de campo não há margem para esse tipo de crítica.
O desempenho, aliás, é de destaque. O lateral evoluiu na parte defensiva, tem muita força física e ainda se aventura no ataque com velocidade. Leonardo Jardim tem gostado bastante da performance do comandado. Além disso, ele tem potencializado Carrascal, que joga por ali e vive grande fase muito porque o lado em que atua dá toda a liberdade para o companheiro se movimentar.
O curioso é que o lateral-direito vive toda essa boa fase, mas bastam alguns erros — e todo profissional comete erros no gramado — para que as críticas fiquem mais intensas e muita gente peça sua saída do time titular. Na minha visão, isso é um erro enorme: trata-se de uma perseguição sem lógica contra um jogador que está longe de ser um problema. Pelo contrário, foi uma das boas soluções encaixadas por Leonardo Jardim. Royal merece mais elogios!
Fonte: br.bolavip.com



