Eduardo Baptista protege Matheus Cunha e aposta em apoio ao elenco do Inter

Eduardo Baptista protege Matheus Cunha e aposta em apoio ao elenco do Inter

Eduardo Baptista escolheu o caminho da proteção em vez da exposição pública. Após a derrota do Internacional para o Mirassol nesta sexta-feira (16), pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro, o treinador colorado deixou claro que não vai transformar a expulsão de Matheus Cunha em um espetáculo de cobrança diante da imprensa.

O goleiro recebeu cartão vermelho ainda no primeiro tempo, mas o comandante não apontou dedos. Em entrevista coletiva, revelou que sequer conversou com o atleta sobre o lance e reforçou sua filosofia de trabalho: corrigir internamente, com orientação e confiança, longe dos holofotes.

“Cabe a mim fazer as melhores escolhas. Não falei com o Matheus Cunha. Vamos ter que trabalhar durante a semana, conversar e tomar melhores decisões”, declarou Eduardo Baptista.

O técnico foi além e explicou por que não adota o discurso de culpabilização pública. Para ele, o momento delicado do Internacional na luta contra o rebaixamento exige união e não fragmentação do grupo.

“Não tenho como costume vir aqui e apontar armas para os jogadores. Não vou jogar o peso de um erro de forma pública. Vou buscar orientar, durante a semana e tentar dar confiança a esses jogadores”, afirmou.

A expulsão de Matheus Cunha aos 15 minutos do primeiro tempo virou o jogo de cabeça para baixo. O goleiro cometeu falta fora da área em Bruno Santos e deixou o time com um jogador a menos. Eduardo precisou sacrificar Bernabei para colocar Kauan Jesus e reorganizar a equipe em inferioridade numérica.

O primeiro gol do Mirassol saiu no início da etapa final, após falha coletiva de cobertura defensiva. O time paulista ainda ampliou em contra-ataque e fechou o placar de pênalti, aumentando o peso do resultado para um Colorado que precisava somar pontos na reta final do Brasileirão.

Apesar do cenário adverso, Eduardo Baptista enxergou pontos positivos antes da expulsão e valorizou a postura dos jogadores mesmo com um a menos.

“O jogo se desenhou bom pra gente. Fomos superiores até a expulsão. Os jogadores tiveram entregas e disposição. Saímos tristes. Cometemos erros pontuais. Faltam 7 jogos. Temos um prejuízo grande, mas vamos levar esse espírito pro jogo contra o Botafogo”, disse.

O treinador também evitou individualizar responsabilidades ao comentar o desempenho coletivo e a atuação de Félix Torres. Para ele, a função é encontrar alternativas dentro do elenco e recuperar o ambiente de confiança para os compromissos restantes.

“Cometemos erros pontuais. Placar foi comprometido. Só posso trabalhar e buscar fazer o meu melhor. Mesmo com 10, fomos organizados e criamos chances de gol. Isso é o que eu posso fazer. Dar um novo espírito a esse time”, afirmou.

Eduardo também citou o processo de preparação dos jovens e a necessidade de soluções com os jogadores disponíveis. João Victor, por exemplo, já vinha sendo preparado para receber oportunidades, e o treinador reforçou que o grupo atual é quem tentará reagir nas últimas rodadas.

“Estou no meu 3º jogo. Os jovens estão sendo preparados. Eu já vinha preparando o João Victor. Estamos buscando soluções. Precisamos apoiar os atletas. Tivemos um prejuízo grande, mas esse é o grupo que pode nos manter na Série A. Meu papel é dar confiança”, declarou.

Com sete jogos restantes, o Internacional precisa reagir. O próximo compromisso é contra o Botafogo, e Eduardo Baptista aposta no espírito de superação e no apoio ao elenco como ferramentas para manter o Colorado na Série A.

Fonte: br.bolavip.com

Compartilhar