Dorival Júnior está disposto a abrir mão de parte dos próprios vencimentos para seguir no comando do São Paulo em 2027. A condição, no entanto, é clara: quer participar de um projeto de longo prazo, com planejamento consistente para reconstruir o clube e dar mais espaço aos garotos formados em Cotia. A informação é do Bolavip Brasil.
O treinador enxerga com bons olhos a chance de conduzir essa reconstrução tricolor e entende que o atual momento da carreira permite assumir um desafio que vá além de resultados imediatos. A permanência, porém, ainda depende de conversas com a próxima gestão e de um alinhamento sobre as condições financeiras e esportivas.
O tema será debatido após a eleição presidencial do São Paulo, prevista para o fim do ano. A oposição, liderada pelo candidato Marcelo Portugal Gouvêa, já deixou público que o próximo treinador precisará se encaixar na realidade financeira do clube e atuar dentro de uma filosofia que valorize a formação de jogadores. A situação ainda não definiu oficialmente seu candidato. Seja qual for o resultado eleitoral, a continuidade de Dorival passará por uma avaliação conjunta sobre o planejamento da próxima temporada.
A disposição do treinador para negociar tem uma particularidade: ele aceitaria reduzir o próprio salário, mas isso não implica necessariamente corte nos vencimentos de toda a comissão técnica. Dorival já havia topado diminuir sua remuneração ao deixar o Corinthians e assumir o São Paulo, embora na ocasião a redução não tenha sido tão expressiva. Agora, segundo a apuração, ele estaria aberto a discutir novamente seus ganhos para viabilizar a continuidade, desde que encontre um projeto no qual acredite.
A vontade de negociar está ligada à perspectiva de desenvolver um trabalho duradouro no Tricolor. Ao longo da carreira, Dorival conquistou títulos importantes, comandou grandes clubes e passou pela Seleção Brasileira. Neste momento, a avaliação é de que o São Paulo oferece uma oportunidade para participar de uma reconstrução esportiva e contribuir para que o clube volte a competir em alto nível mesmo diante de limitações financeiras.
O treinador também vê no modelo de trabalho de longo prazo uma referência para sua própria trajetória. Dorival acompanha experiências de continuidade no futebol brasileiro, como a de Abel Ferreira no Palmeiras, e considera que um projeto consistente pode permitir a construção de uma equipe competitiva ao longo de duas ou três temporadas. A ideia não seria exigir resultados imediatos a qualquer custo, mas estabelecer uma direção clara, com planejamento, estabilidade e desenvolvimento do elenco.
A identificação com o São Paulo também pesa nessa avaliação. Dorival entende que pode ajudar o clube a atravessar um período de reorganização, desde que exista alinhamento entre a comissão técnica e a diretoria. Isso inclui definir metas compatíveis com a situação financeira, estabelecer limites para os gastos e construir um elenco que combine jogadores experientes com atletas formados em Cotia. A redução salarial seria parte de uma negociação mais ampla, e não uma decisão isolada da discussão sobre seu futuro.
Segundo a apuração do Bolavip Brasil, a oposição pretende conversar com Dorival caso assuma o comando do clube. A ideia inicial não seria necessariamente apresentar uma proposta imediata de renovação, mas ouvir o treinador sobre a temporada de 2026, entender quais dificuldades encontrou no trabalho e avaliar o que considera necessário para melhorar o desempenho da equipe. A partir desse diagnóstico, a futura gestão poderia apresentar suas próprias condições e prioridades para 2027.
Nessa conversa, entrariam questões como o teto financeiro destinado à comissão técnica, a estrutura de trabalho, a montagem do elenco e a utilizaç
Fonte: br.bolavip.com



