A diretoria do São Paulo já definiu o próximo passo para o comando técnico: Dorival Júnior é o nome prioritário e absoluto para assumir o time depois da demissão de Roger Machado. Neste momento, a cúpula tricolor trabalha exclusivamente com o treinador campeão da Copa do Brasil de 2023 e não avalia oficialmente nenhuma outra alternativa no mercado. A ideia é trazer um profissional forte, experiente e com respaldo imediato da torcida para conter a crise esportiva e política que explodiu após a eliminação para o Juventude.
A diretoria já marcou uma conversa com Dorival e seus representantes para iniciar as tratativas formais. Pessoas próximas ao presidente Harry Massis pressionam para que o clube acelere o processo e tente fechar rapidamente a contratação, principalmente pela identificação que o treinador tem com o clube em sua última passagem. Internamente, acredita-se que Dorival conhece o ambiente, sabe lidar com pressão e pode reorganizar rapidamente um elenco que perdeu confiança nas últimas semanas.
Além do lado esportivo, o São Paulo busca reconstruir o ambiente interno depois da repercussão negativa causada pela saída de Roger. A troca no comando técnico aumentou a cobrança sobre a diretoria, especialmente após o vazamento do áudio em que Harry Massis dizia que não pretendia demitir Roger por causa da situação financeira e do impacto de novas multas rescisórias.
O principal obstáculo agora é financeiro. O São Paulo admite que não pode oferecer os mesmos valores que Dorival recebia no Corinthians e tenta encontrar um formato que se encaixe na realidade atual do clube. A ideia é apresentar um projeto esportivo forte e convencer o treinador de que há espaço para reconstrução competitiva, mesmo com as limitações financeiras.
Mesmo com essa dificuldade, Dorival é tratado como consenso absoluto dentro da cúpula. O clube entende que abrir negociações com outros treinadores agora passaria uma mensagem ruim para a torcida e enfraqueceria a tentativa de convencê-lo. Por isso, o cenário é claro: Dorival é o plano A, B, C e D para a sequência da temporada.
A tendência é que o próximo jogo contra o Fluminense seja comandado pela comissão técnica fixa enquanto a diretoria tenta avançar nas conversas. O objetivo é evitar que a indefinição se prolongue e aumente ainda mais a pressão sobre elenco, dirigentes e ambiente político.
A eliminação para o Juventude foi tratada como um divisor de águas. Mesmo com parte da diretoria defendendo a permanência de Roger, a pressão política, o ambiente externo e o desgaste esportivo tornaram sua continuidade inviável. Agora, a aposta é que a chegada de Dorival funcione como uma resposta institucional para a torcida e os bastidores, devolvendo estabilidade ao ambiente e diminuindo a turbulência dos últimos dias.
Fonte: br.bolavip.com



