Dorival blinda o São Paulo e joga futuro nas mãos do novo presidente

Dorival blinda o São Paulo e joga futuro nas mãos do novo presidente

O empate por 1 a 1 com o Mirassol, no último sábado, serviu como pano de fundo para Dorival Júnior expor o que pensa sobre a turbulência que cerca o São Paulo nesta temporada. Em meio a um ano marcado por problemas fora das quatro linhas, o treinador fez questão de frisar que seu papel foi criar uma espécie de escudo protetor em torno do elenco, impedindo que as questões internas do clube contaminassem o rendimento dos atletas. Segundo ele, separar os universos foi essencial para atravessar o período de instabilidade.

“Não deixo que as coisas se misturem. Eu me preocupo com o dia a dia do CT”, disparou Dorival. O comandante admitiu que o clube não entregou todas as condições que a comissão técnica gostaria de ter para se dedicar exclusivamente ao trabalho de campo. Ainda assim, destacou que precisou entrar em cena em diversas frentes para resguardar o grupo e manter o time competitivo.

O técnico também subiu o tom ao cobrar estrutura e planejamento do São Paulo para as próximas temporadas. Citando equipes que enxerga como modelos no futebol brasileiro, Dorival afirmou que o Tricolor precisa acordar para a importância de se organizar de forma mais profissional. A declaração ganha peso justamente num momento em que o clube se aproxima de mudanças políticas previstas para o fim do ano.

Ao detalhar as dificuldades dos bastidores, Dorival explicou que ser treinador vai muito além de montar o time e desenhar jogadas. De acordo com ele, foi necessário tomar decisões e atuar em frentes que fogem da rotina habitual de uma comissão técnica. O comandante lembrou experiências anteriores e afirmou que, mais uma vez, conseguiu blindar o ambiente dos jogadores contra os ruídos externos.

“Não é o ideal para o São Paulo, mas o São Paulo tem que entender que precisa se preparar melhor”, declarou. A frase escancara a preocupação do treinador com as condições de trabalho oferecidas pelo clube e com a urgência de se construir um ambiente mais estável para as temporadas que virão.

Dentro de campo, o São Paulo chegou aos 43 pontos com o empate diante do Mirassol e ocupa a nona posição do Brasileirão. Faltando seis rodadas para o fim, a equipe se aproxima da pontuação que tradicionalmente garante a permanência na Série A, embora ainda queira subir na tabela. O time também está a nove pontos do G-5, o que torna mais complicada a missão de conquistar uma vaga na próxima Libertadores.

Sobre sua continuidade, Dorival preferiu não fazer projeções. Seu contrato termina em 31 de dezembro de 2026, exatamente o período em que o São Paulo passará por eleição presidencial. Com a troca de comando no horizonte, o futuro da comissão técnica ficará atrelado às decisões da próxima administração.

“O novo presidente do São Paulo tem que pensar no melhor, no melhor treinador. A comissão tem que ser respeitada, mas ele tem que avaliar o que tem ao seu alcance e as pessoas que sejam mais confiáveis dentro da sua proposta. Temos que respeitar”, afirmou Dorival, deixando claro que não vai antecipar nenhuma definição sobre sua permanência.

O treinador também demonstrou esperança de encerrar a temporada em um patamar superior ao apresentado durante o período de instabilidade. Na visão dele, a equipe vem ganhando confiança e pode usar a sequência final para evoluir. A prioridade, neste instante, é terminar o Brasileirão de forma mais consistente e impedir que as dificuldades do ano voltem a atrapalhar os resultados.

O próximo compromisso do São Paulo será contra o Bahia, na quarta-feira, às 21h30, na Arena Fonte Nova, em Salvador. O confronto integra a reta final do campeonato e representa mais uma chance de somar pontos. Enquanto isso, as declarações de Dorival deixam recados claros: o treinador considera fundamental proteger o elenco e entende que o futuro do clube — e o seu próprio — passará pelas mãos do próximo presidente.

Fonte: br.bolavip.com

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