Defesa do Brasil marca mais que ataque no ciclo da Copa

Defesa do Brasil marca mais que ataque no ciclo da Copa

A frase de Carlo Ancelotti ecoa: “A Copa do Mundo ganha quem toma menos gol, não quem marca mais”. Mas a realidade dos números do ciclo pós-2022 revela um paradoxo preocupante para a Seleção Brasileira. Dados do Sofascore mostram que os defensores foram mais decisivos que os centroavantes: seis gols contra apenas cinco dos homens de referência.

O protagonismo vem da zaga. Marquinhos lidera com duas conquistas, seguido por Bremer, Éder Militão, Gabriel Magalhães e o lateral Paulo Henrique, cada um com um gol. Essa eficiência em bolas paradas e subidas ao ataque evidencia uma defesa artilheira, mas, ao mesmo tempo, expõe uma falha crônica no setor ofensivo.

Nesse cenário, Endrick surge como um alívio. O jovem atacante é responsável por 3 dos 5 gols do setor, representando 60% da produção dos camisas 9. Fora ele, apenas Igor Jesus e Matheus Cunha balançaram as redes uma vez cada. Nomes de peso, como João Pedro do Chelsea, ainda não desencantaram.

Para o amistoso contra a Croácia, Ancelotti esboça mudanças. Com cortes de Wesley e Raphinha e o retorno de Marquinhos, a escalação provável, segundo o Ge, é: Bento; Ibañez, Marquinhos, Léo Pereira e Douglas Santos; Casemiro e Danilo; Luiz Henrique, Matheus Cunha, João Pedro e Vini Jr. A esperança é que o ataque encontre a eficácia que, até agora, partiu mais dos pés dos defensores.

Fonte: br.bolavip.com

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