Neste domingo (16), às 20h, a Band realiza em Belo Horizonte o primeiro debate entre os candidatos ao governo de Minas Gerais. O confronto reúne cinco nomes: Alexandre Kalil (PDT), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Flávio Roscoe (PL), Gabriel Azevedo (MDB) e o atual governador Mateus Simões (PSD). A emissora também convidou Patrus Ananias (PT), mas ele declinou do convite, alegando compromisso em São Paulo com a campanha do presidente Lula. O critério da Band foi convidar partidos ou federações com pelo menos cinco representantes no Congresso Nacional.
O debate coloca frente a frente trajetórias bem distintas. De um lado, Simões, que assumiu o governo após a renúncia de Romeu Zema e busca a reeleição. De outro, Kalil, ex-prefeito de BH que tenta novamente o Palácio Tiradentes, e Cleitinho, que quase ficou de fora após desistir e voltar atrás. Completam o time Flávio Roscoe, apoiado pelo PL, e Gabriel Azevedo, que resistiu às pressões para retirar sua candidatura.
Minas Gerais, com mais de 16 milhões de eleitores, é o segundo maior colégio eleitoral do país. Os temas que devem dominar o debate incluem a dívida do estado com a União, a situação fiscal e a necessidade de investimentos em infraestrutura e serviços públicos. A população mineira espera respostas claras sobre como cada candidato pretende resolver esses problemas.
Mateus Simões chega como o nome da continuidade. Ele assumiu o governo depois da renúncia de Zema, de quem era vice, e foi escolhido para dar sequência ao projeto político que comanda o estado desde 2019. Sua candidatura foi construída ainda antes de virar governador, quando deixou o Novo e se filiou ao PSD. Apesar do esforço, ele não conseguiu unificar a direita, que se dividiu entre Republicanos e PL. Para Simões, a eleição será um teste sobre o legado de Zema — ele terá que defender as conquistas da gestão e, ao mesmo tempo, responder pelos problemas que herdou e pelas decisões que tomou até aqui.
Cleitinho Azevedo teve a trajetória mais conturbada. O senador liderava as pesquisas no início da pré-campanha, mas chegou a abandonar a disputa, o que gerou um imbróglio interno no Republicanos. Em março, uma pesquisa Paraná Pesquisas mostrava Cleitinho com 45,6% das intenções de voto, contra 18,4% de Rodrigo Pacheco e 8,7% de Simões. Depois de muita negociação, ele conseguiu voltar, mas o PL já havia lançado Flávio Roscoe, fragmentando ainda mais o eleitorado de direita. Cleitinho, senador desde 2023, representa uma força eleitoral que cresceu fora das estruturas partidárias tradicionais.
Alexandre Kalil, por sua vez, tenta se reerguer após a derrota para Zema em 2022. Ex-prefeito de Belo Horizonte, ele conhece bem os desafios da gestão pública e promete uma campanha baseada na experiência. O duelo promete ser acirrado, com cada candidato buscando conquistar o eleitorado mineiro em um cenário de incertezas e expectativas por mudanças.
Fonte: www.infomoney.com.br


