Rodrigo De Paul vinha sendo o alvo preferido das cornetas. Cobrado por um rendimento abaixo do que se esperava de um campeão do mundo, o meio-campista ouvia de tudo: que corria muito e produzia pouco, que não conseguia assumir o protagonismo sem Lionel Messi por perto. Até que a bola rolou para Argentina contra Cabo Verde, e ele respondeu do jeito que só os grandes sabem: com os pés.
De Paul entrou em campo pressionado, com a torcida pedindo mudanças no meio-campo e analistas questionando sua vaga. Mas, em vez de se esconder, ele fez o contrário: virou o motor da equipe. Participou da construção das jogadas, foi decisivo na reação argentina, marcou com intensidade e distribuiu passes com precisão cirúrgica. Não foi só mais um jogo — foi uma declaração de que ele continua sendo peça fundamental.
O lance que mudou tudo? Difícil apontar um só, porque De Paul dominou o jogo por completo. Recuperou bolas, venceu duelos e acertou passes que abriram defesas. O jogador que entrou contestado saiu ovacionado. A web, que antes pedia sua cabeça, agora exalta sua importância. Um internauta no X escreveu: “A Argentina precisa de mais Rodrigo De Paul nesta segunda parte. Ele tem um grande passe em profundidade e é especialista em virar o jogo.” O tom mudou, e o camisa 7 virou símbolo da classificação.
Agora, a pergunta que fica é: o que muda daqui para frente? Se mantiver esse nível, De Paul chega fortalecido para os próximos confrontos, com a confiança renovada e a pressão reduzida. De contestado a protagonista em uma única noite. Para quem ainda duvidava, o recado é claro: atura ou surta.
Fonte: br.bolavip.com



