A Polícia Federal tomou uma decisão que mudou a rotina do banqueiro Daniel Vorcaro dentro da carceragem da Superintendência do Distrito Federal. Ele foi realocado para uma cela comum, o que significa que agora está sujeito às regras internas da PF para visitas de advogados — apenas duas visitas por dia, cada uma com duração máxima de meia hora.
Antes dessa mudança, Vorcaro ocupava uma sala de Estado-Maior que havia sido especialmente reformada para receber o ex-presidente Jair Bolsonaro durante sua prisão. Lá, ele passava quase o dia inteiro reunido com seus advogados, trabalhando nos detalhes de sua proposta de delação premiada. Essa condição privilegiada permitia um contato prolongado e sem os limites impostos aos demais presos.
A PF já havia solicitado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que Vorcaro fosse transferido de volta para um presídio comum. O argumento era claro: as condições especiais na Superintendência estavam alterando a rotina administrativa e gerando um tratamento diferenciado que não se justificava. O ministro ainda não bateu o martelo sobre a mudança de endereço, mas autorizou a troca de celas dentro da própria PF.
Vorcaro está na Superintendência desde o dia 19 de março, quando iniciou as negociações para sua delação premiada. Agora que a defesa já entregou a proposta de colaboração, a PF entendeu que não há mais motivo para manter o regime especial. A decisão foi aplicar a ele as mesmas regras que valem para todos os outros presos.
A proposta de delação ainda está sendo analisada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo informações divulgadas pelo Estadão, a tendência é que o documento seja devolvido aos advogados com um pedido de complementação dos temas abordados. Ou seja, o jogo ainda não acabou para Vorcaro — e a nova cela comum é apenas mais um capítulo dessa história.
Fonte: www.infomoney.com.br



