O candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, afirmou nesta segunda-feira que, se eleito, manterá o Pix, mas com “algumas adaptações”. Ele não deu detalhes sobre quais seriam essas mudanças, mas a declaração surge em meio à investigação do governo norte-americano sobre o mecanismo de pagamentos brasileiro.
Segundo Cury, o Brasil terá uma postura pacífica em seu eventual mandato, mas não subserviente. “Nós vamos manter o Pix no meu governo, mas temos que trazer algumas adaptações”, disse durante uma caminhada na Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro.
O candidato também mencionou a necessidade de negociações isoladas com outros países. “Países que tiveram condições de fazer negociação isolada com outros países terão essa liberdade”, acrescentou, sem especificar como isso funcionaria na prática.
Cury afirmou que pretende conversar com Javier Milei e com os presidentes dos países do Brics. “Por detrás dessa taxação do Trump que está prejudicando as exportações, não apenas do Brasil, mas de quase todo o mundo, há um desespero por solucionar a equação financeira deles”, explicou.
O candidato destacou que o Brasil é um país pacífico, com embaixadores notáveis. “Seremos pacíficos, mas não seremos subservientes em hipótese alguma”, concluiu.
A declaração de Cury gera questionamentos sobre o futuro do Pix, um sistema que se tornou essencial para milhões de brasileiros. Adaptações podem envolver desde questões de segurança até mudanças regulatórias. O mercado e a população ficam atentos às propostas concretas, que até agora não foram detalhadas pelo candidato.
Em um cenário de incertezas econômicas globais, a posição de Cury busca equilibrar a defesa de um sistema nacional de pagamentos com a necessidade de diálogo internacional. Resta saber se, em um eventual governo, essas adaptações trarão benefícios ou preocupações para os usuários do Pix.
Fonte: www.infomoney.com.br


