Nesta quinta-feira (8), o Santos protagonizou um duelo eletrizante contra o Flamengo pela 29ª rodada do Brasileirão, na Vila Belmiro, e arrancou um empate por 2 a 2 depois de sair atrás no placar. O Peixe contou com dois gols de Neymar na etapa final para buscar a igualdade. Com o resultado, o time paulista ocupa a oitava posição, somando 42 pontos, e o técnico Cuca fez questão de enaltecer a capacidade de reação dos seus comandados.
Em coletiva após a partida, Cuca não poupou elogios ao adversário. “O Flamengo é uma equipe de altíssimo nível. Enfrentá-los é sempre um desafio perigoso, pois têm muita técnica. É preciso jogar com atenção e reforçar a marcação. Não começamos bem, eles foram melhores no início, mas com o passar do tempo equilibramos as ações e criamos oportunidades. Eles também tiveram as deles. Só que nos últimos cinco minutos acabamos levando dois gols”, analisou o treinador.
O técnico detalhou ainda os momentos cruciais do confronto. “Você sofre um gol de jogada trabalhada e outro de bola parada. No intervalo, perdendo por 2 a 0, o desafio era manter a calma e o equilíbrio. Tentar jogar naturalmente, sem se afobar, porque levar o terceiro gol mataria a partida. E se você consegue marcar o primeiro, entra no jogo de novo — foi exatamente o que aconteceu”, explicou.
Cuca também ressaltou que, apesar do empate, ficou a sensação de que o resultado poderia ter sido ainda melhor, principalmente após os dois gols de Neymar, ambos de pênalti, e pelo fato de o time ter jogado com um homem a mais depois da expulsão de Jorginho. Mesmo assim, pelo contexto geral, ele saiu satisfeito da Vila Belmiro.
“No segundo tempo também começamos um pouco abaixo, mas logo assumimos o controle e tivemos aquela bola roubada no ataque que gerou o pênalti e a expulsão. A partir dali, jogamos no campo de ataque o tempo todo… Empatamos e no fim fica aquele gostinho de quero mais, porque poderíamos ter feito o terceiro gol”, lamentou. “Mas se olharmos pelo primeiro tempo e sair perdendo por 2 a 0, acho que acabou sendo um ótimo resultado também. Fica o gostinho de que poderia ser melhor, mas também poderia ser pior”, completou Cuca.
Recuperado de uma lesão no reto anterior da coxa direita, Neymar iniciou a partida no banco de reservas e entrou no intervalo, substituindo Coutinho. O treinador adota cautela quanto à utilização simultânea dos dois jogadores, mas não economizou elogios ao camisa 10.
“É muito cedo para falarmos nos dois juntos. Cada um está voltando de uma situação específica. Seria até um risco grande. Teve uma falta que ele bateu com o pé esquerdo por ainda estar sem confiança natural. Então temos que avaliar jogo a jogo, como fizemos hoje. Comemorar essa atuação dele”, afirmou. “Claro que ele fortalece muito a equipe… Os companheiros também se sentem mais fortes com ele em campo, algo natural de um grande jogador como ele é. Fez os dois gols. É um atleta com capacidade técnica indiscutível e participou de lances importantíssimos. Está de parabéns por ter voltado depois de um longo período e ser responsável por essa remontada, mesmo que tenha sido apenas o empate”, declarou Alexi Stival sobre o retorno de Neymar.
Sobre a possível presença do camisa 10 neste domingo (11), contra o Atlético-MG, na Arena MRV, pela 30ª rodada do Brasileirão, o técnico do Peixe faz mistério. Como o gramado do Galo é sintético, ele pretende conversar com o atleta na reapresentação do elenco para discutir o assunto.
“Isso também vamos discutir com calma. Amanhã é a reapresentação pela manhã e depois debatemos tudo. Ver como ele se apresenta e como a conversa vai fluir para o próximo jogo”, destacou Alexi Stival.
Desde que retornou ao Peixe em 2025, Neymar atuou apenas uma vez em grama sintética, justamente contra o Galo em 14 de setembro do ano passado, na Arena MRV. Na ocasião, ele torceu o tornozelo e seguiu em campo, mas após a partida criticou o piso artificial.
Nesta temporada, o Santos enfrentou o Palmeiras pelas quartas de final.
Fonte: br.bolavip.com



