O Santos perdeu para o Atlético-MG de virada por 2 a 1 no último domingo (11), em Belo Horizonte, e desperdiçou a chance de subir para o 7º lugar do Brasileirão. A partida na Arena MRV escancarou erros que já vinham sendo apontados pela torcida, e o técnico Cuca, mesmo com méritos inegáveis na boa fase do Peixe, precisa urgentemente repensar algumas decisões antes que a teimosia custe caro ao clube.
Na visão deste colunista, o comandante deveria olhar com mais carinho para a base. Nomes como Samuel Pierri, Davizinho, João Ananias e Nadson vêm se destacando e pedem passagem. Em vez disso, Cuca segue bancando medalhões como Luan Peres, Rony e João Schmidt, três dos principais alvos de críticas da torcida alvinegra. É um padrão que se repete e que limita o potencial do time.
Após o tropeço, em entrevista coletiva, o treinador reconheceu que o Santos deixou a desejar, mas saiu em defesa do grupo. “São os mesmo jogadores que ganharam cinco fora de casa, que desde a época do Pelé não acontecia, e podem ir no Maracanã (contra o Fluminense, na próxima rodada) e ganhar”, declarou. A fala mostra confiança, mas também certa resistência em admitir que ajustes são necessários.
O goleiro Diógenes falhou novamente, desta vez no lance do gol de empate do adversário. Cuca, porém, fez questão de elogiá-lo. Vale lembrar que Gabriel Brazão, titular da posição, passou por cirurgia no ombro esquerdo e só retorna aos gramados em 2027. No banco, o experiente João Paulo surge como alternativa. “Precisamos tomar cuidado pra não achar culpados em uma derrota. Prefiro que questionem meu trabalho”, afirmou o treinador.
“É claro, vou conversar com o preparador de goleiro, com o jogador, procurar entender o que ele pensou nessa bola, o porque que ele não agiu e não conseguiu reagir”, encerrou o professor. O discurso protege o atleta, mas não resolve o problema. Cuca tem crédito, mas precisa ser menos teimoso e rever algumas escolhas. Caso contrário, a insistência pode custar caro ao Santos na sequência da temporada.
Fonte: br.bolavip.com



