A torcida do Cruzeiro já sabe: o clube precisa, urgentemente, repensar a forma como trata suas maiores promessas das categorias de base. Os últimos acontecimentos só reforçam essa necessidade, e quem acompanha de perto sente o peso dessa realidade.
No último fim de semana, dois episódios chamaram a atenção. O meia Rhuan Gabriel virou assunto nas redes sociais depois que seu empresário, publicamente, tentou forçar uma transferência para o Palmeiras. A postura gerou um clima desconfortável e expôs uma fragilidade que não é nova na Toca da Raposa.
No mesmo dia, o atacante Felipe Morais — que teve uma proposta milionária do Shakhtar Donetsk recusada pelo clube — balançou as redes na derrota para o Vasco. Ou seja, enquanto o time tenta segurar seus talentos, eles seguem sendo destaque, mas o cenário ao redor continua instável.
E olha que os exemplos recentes não param por aí. Vários jovens que chegaram com enorme expectativa simplesmente não vingaram no profissional. Vinícius Popó é um caso clássico. Mas o mais preocupante é o que aconteceu com a geração campeã da Copa São Paulo: os dois principais nomes, Baptistela e Fernando, foram para a Europa — um por um valor considerado baixo e o outro sem custo algum.
Além deles, outras Crias da Toca negociadas nas últimas temporadas saíram por valores muito abaixo do potencial, ou até de graça, mantendo apenas percentuais. O lateral Kaiki foi a venda mais expressiva, mas Kauã Prates, que foi para o Borussia Dortmund, deixou o clube por um montante baixo, com metas que ainda precisam ser cumpridas.
Esses fatos mostram, com clareza, que o Cruzeiro precisa mudar de postura. Não se trata apenas de segurar jogadores, mas de valorizá-los e criar um ambiente que facilite negociações mais justas. O equilíbrio financeiro que o clube tanto busca pode estar justamente nas revelações da base — como o Palmeiras provou nos últimos anos. O caminho é claro: tratar as joias como o patrimônio que elas realmente são.
Fonte: br.bolavip.com



