A crise política no São Paulo FC escalou para um novo patamar. Um grupo de oposição dentro do Conselho Deliberativo, conhecido como STP, começou a articular a abertura de um processo de impeachment contra o presidente Harry Massis Júnior.
O movimento surge em meio a um clima de tensão nos bastidores, alimentado por divergências políticas e disputas internas. O principal argumento usado pela oposição é a alegação de gestão temerária, apontando a proximidade de Massis com a administração anterior, liderada por Julio Casares — que já enfrentou um processo semelhante antes de renunciar.
A insatisfação também envolve decisões recentes, como a manutenção de nomes ligados à gestão passada e conflitos em pautas discutidas no Conselho Deliberativo. O cenário se agravou ainda mais quando o próprio Massis protocolou um pedido de expulsão contra Olten Ayres de Abreu, também sob a acusação de gestão temerária. Essa ação intensificou o clima de instabilidade e evidenciou um racha interno entre as lideranças.
Para que o pedido de impeachment avance, são necessárias pelo menos 50 assinaturas de conselheiros para convocar uma reunião extraordinária. Se esse número for atingido, o tema será levado ao plenário do Conselho Deliberativo para discussão inicial. Caso aprovado nessa etapa, Massis pode ser afastado do cargo. O processo seguiria então para a Assembleia Geral dos sócios, que teria a palavra final — um rito semelhante ao que ocorreu no caso de Casares.
O episódio reforça o momento turbulento vivido pelo São Paulo fora de campo, com a política interna voltando a dominar as atenções.
Fonte: br.bolavip.com



