O Corinthians está em polvorosa. Após uma sequência devastadora de sete derrotas seguidas no Campeonato Brasileiro e eliminações precoces nas copas, o clube demitiu Fernando Diniz e agora corre contra o tempo para encontrar um novo comandante. A pressão aumenta a cada dia, ainda mais com o clássico contra o Palmeiras se aproximando no fim de semana. A diretoria não quer perder tempo e já iniciou conversas com dois nomes argentinos: Luis Zubeldía e Ramón Díaz.
Segundo informações divulgadas pelo GE nesta quinta-feira (8), o Timão fez contato com Zubeldía, enquanto Ramón Díaz continua sendo uma das principais opções da cúpula alvinegra. Dois estilos que, à primeira vista, têm semelhanças táticas, mas trajetórias recentes bem diferentes. Vamos aos números e características de cada um.
Zubeldía, por exemplo, teve uma passagem sólida pelo Fluminense entre setembro de 2025 e agosto de 2026. Foram 61 partidas, com 30 vitórias, 18 empates e 13 derrotas, um aproveitamento de 59,02% — bem superior ao de Diniz no mesmo período. Antes disso, comandou o São Paulo de abril de 2024 a junho de 2025, acumulando 85 jogos, 37 vitórias, 28 empates e 20 derrotas, com 54,51% de aproveitamento. Seu estilo é marcado por intensidade, pressão alta e agressividade na recuperação da bola, sufocando a saída de jogo adversária, principalmente no campo de ataque. Quando recupera a posse, acelera as jogadas e explora os lados do campo, com laterais e pontas se aproximando para construir.
Já Ramón Díaz viveu altos e baixos. No próprio Corinthians, entre julho de 2024 e abril de 2025, somou 60 jogos, com 31 vitórias, 16 empates e 13 derrotas, alcançando 60,56% de aproveitamento. No entanto, depois de deixar o Timão, sua carreira desandou: passou pelo Olimpia, do Paraguai, e pelo Internacional, registrando apenas 38,10% e 35,90% de aproveitamento, respectivamente, em trabalhos curtos e sem sucesso. Assim como Zubeldía, ele preza pela intensidade e agressividade, mas suas equipes têm uma proposta bastante vertical, acelerando o ataque após recuperar a bola e utilizando o volante para auxiliar os zagueiros na primeira fase de construção.
Em resumo, ambos valorizam intensidade, pressão e transições rápidas, mas diferem na organização em campo. O que a diretoria corinthiana busca é alguém que traga mais ‘apetite’ ao time, algo que não se via com Diniz, cujo setor ofensivo pouco produzia e marcava pouquíssimos gols em 2026.
A escolha entre Zubeldía e Ramón Díaz vai além da comparação de retrospectos. Envolve a questão financeira, a capacidade de lidar com a pressão e a necessidade de resultados imediatos, sem tempo para treinar e sem possibilidade de reforços. O relógio está correndo e a Fiel espera uma reação urgente.
Fonte: br.bolavip.com



