A dor da eliminação para o Bolívar ainda ecoa, mas o Grêmio já tem outro problema para resolver longe dos gramados. A Conmebol abriu três processos disciplinares contra o clube gaúcho após a partida em La Paz, no último confronto pelos playoffs da Copa Sul-Americana. A entidade aponta possíveis infrações que vão desde a chegada da delegação à Bolívia até atrasos no início do jogo e no retorno do time para o segundo tempo.
Os expedientes foram instaurados pelo Tribunal de Disciplina da Conmebol e agora o Tricolor precisa apresentar sua defesa dentro do prazo estipulado. Se as irregularidades forem confirmadas, o clube pode receber desde simples advertências até multas previstas no regulamento da competição. A abertura dos processos não significa culpa imediata — mas o ambiente, você já sabe, não está nada favorável.
A polêmica começa pela estratégia do Grêmio para enfrentar os mais de 3,6 mil metros de altitude de La Paz. O time escolheu Santa Cruz de la Sierra como base e só viajou para o local do jogo poucas horas antes do confronto. A tática é permitida em casos específicos, mas a Conmebol enxergou possíveis falhas no cumprimento das regras de organização.
Um dos processos questiona exatamente a chegada da delegação. Segundo o artigo 5.3.2 do Regulamento Disciplinar, as equipes devem permanecer na cidade da partida — ou num raio de até 100 km — pelo menos 24 horas antes do jogo. Existe uma exceção para jogos acima de 2 mil metros: nesse caso, a delegação pode chegar até seis horas antes do início, desde que tenha desembarcado no país com 24 horas de antecedência. O Grêmio, aparentemente, não seguiu esse protocolo à risca.
A primeira infração desse tipo pode render apenas uma advertência. Mas, se for reincidência, a multa mínima é de US$ 50 mil — algo em torno de R$ 250 mil, dependendo da cotação. Não é pouco, principalmente num momento em que o clube precisa de cada centavo.
Os outros dois processos são sobre atrasos durante a partida. A Conmebol aponta que o Grêmio teria atrasado tanto o início do jogo quanto a volta do intervalo. Esses casos estão enquadrados no artigo 5.1.11.5, numerais 1 e 2, do regulamento disciplinar.
O primeiro numeral trata da responsabilidade por atrasos no começo do jogo, incluindo situações em que jogadores ou membros da comissão técnica entram em campo depois do horário ou ignoram orientações da arbitragem. O segundo numeral é específico para o atraso no reinício da partida após o intervalo. As punições podem variar conforme a fase da competição e o tempo de atraso, atingindo tanto o clube quanto o treinador.
O Grêmio ainda aguarda o julgamento dos três processos. Enquanto isso, o foco precisa estar no que vem pela frente — e o desafio é imediato. Nesta quinta-feira (5), às 19h30, o time enfrenta o Mirassol em jogo decisivo pela Copa do Brasil. Na ida, empate por 1 a 1, então quem vencer avança. Se empatar de novo, a vaga será decidida nos pênaltis.
Agora, pensa comigo: você consegue imaginar o peso dessa decisão para o clube? A pressão é enorme, e qualquer deslize pode custar caro — dentro e fora de campo. Por isso, é essencial que o Grêmio resolva essa questão disciplinar com rapidez e transparência, enquanto os jogadores focam no que realmente importa: vencer.
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Fonte: br.bolavip.com



