A situação em Pernambuco se agravou com as fortes chuvas que castigam o estado. O número de mortos subiu para seis, após o Corpo de Bombeiros localizar, nesta tarde, o corpo de um homem de 34 anos que estava desaparecido desde a noite de sexta-feira (1º). Ele foi encontrado no bairro Capibaribe, em São Lourenço da Mata, na região metropolitana do Recife. Mais cedo, a Defesa Civil já havia confirmado a quinta morte, ocorrida no bairro Dois Unidos, na capital.
Os números impressionam: 1.605 pessoas estão desabrigadas e 1.089 desalojadas em todo o estado. As cidades mais atingidas incluem Goiana (510 desabrigados e 994 desalojados), Recife (671 desabrigados), Olinda (170 desabrigados), Jaboatão dos Guararapes (127 desabrigados), Timbaúba (42 desabrigados e 52 desalojados), Igarassu (27 desabrigados e 21 desalojados), Paulista (32 desabrigados e 11 desalojados), Camaragibe (5 desabrigados e 11 desalojados), Limoeiro (9 desabrigados) e Glória do Goitá (12 desabrigados).
A governadora Raquel Lyra decretou situação de emergência no sábado (2), medida que será publicada em edição extra do Diário Oficial. Ela destacou que isso vai acelerar ações e obras nos municípios afetados, além de facilitar a busca por recursos federais para reconstrução. A decisão veio após reuniões com a Defesa Civil Nacional, Ministério da Integração e prefeitos.
Para acolher a população, 29 abrigos foram ativados. O governo estadual também intensificou a distribuição de ajuda humanitária: em Goiana, por exemplo, foram entregues 150 colchões, 300 lençóis, 38 kits de limpeza e 38 kits de higiene.
Na Paraíba, vizinha e também afetada, os temporais deixaram 1,5 mil famílias desalojadas, 300 desabrigados, cerca de 9 mil afetados e dois óbitos. As cidades mais impactadas são Conde, João Pessoa, Bayeux, Campina Grande, Ingá, Itabaiana, Mogeiro, Patos, São José dos Ramos, Sousa, Cajazeiras, Pilar e Cabedelo. Um comitê de crise foi instalado pelo governador Lucas Ribeiro.
Para acessar recursos federais, os municípios em situação de emergência ou calamidade devem solicitar verba pelo Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). A Defesa Civil Nacional analisa os planos de trabalho e, após aprovação, os repasses são liberados via portarias no Diário Oficial da União. Fique atento, pois esses eventos climáticos extremos podem impactar a economia local e, consequentemente, a bolsa de valores — setores como construção civil e seguros costumam ser os primeiros a sentir o baque.
Fonte: www.infomoney.com.br



