Choque-Rei: São Paulo preserva, mas falhas individuais custam caro

Choque-Rei: São Paulo preserva, mas falhas individuais custam caro

O São Paulo entrou no Choque-Rei com uma decisão consciente: poupar alguns atletas e manter o foco também no duelo decisivo contra o Boca Juniors. A escolha tinha um custo, e o Tricolor acabou sentindo esse peso. Mesmo assim, até a expulsão de Osório, a equipe conseguiu disputar o clássico de igual para igual e manter o jogo sob controle.

O problema é que os erros individuais voltaram a aparecer. O São Paulo tem encontrado dificuldades exatamente nos momentos em que precisa evitar deslizes, e diante de um adversário do tamanho do Palmeiras, qualquer falha muda completamente o rumo da partida. A expulsão de Osório foi o ponto de virada: com um a menos, ficou praticamente impossível sustentar a proposta de jogo e buscar uma reação.

Desde o apito inicial, ficou claro que Dorival Júnior precisava administrar o elenco. O calendário colocou Palmeiras e Boca Juniors em uma sequência pesadíssima, e a comissão técnica fez escolhas pensando na decisão da Copa Sul-Americana. Isso não quer dizer que o time entrou sem vontade de competir. Pelo contrário: o São Paulo disputou o jogo de igual para igual durante boa parte do primeiro tempo e não foi dominado pelo Palmeiras antes da expulsão. A questão é que, ao preservar algumas peças, o Tricolor também diminuiu sua margem de erro. E quando uma equipe já entra com limitações, qualquer deslize individual torna o desafio ainda maior. Foi exatamente o que aconteceu no Choque-Rei.

O São Paulo vem tentando corrigir questões defensivas e de concentração, mas ainda convive com falhas individuais que pesam demais nos resultados. Contra o Palmeiras, novamente houve decisões equivocadas e problemas pontuais que abriram espaço para o adversário. A expulsão de Osório complicou tudo e praticamente tirou do São Paulo a chance de conduzir a partida como planejado. Esse tem sido um dos principais problemas da equipe na temporada: não falta capacidade coletiva para competir, mas sim a dificuldade de passar uma partida inteira sem cometer erros que mudem o jogo. Contra adversários fortes, o preço costuma ser alto.

Outro ponto que chama atenção é a situação de Pablo Maia. O volante voltou a ter sequência depois de um longo período marcado por problemas físicos, mas ainda está distante do jogador que foi em 2023. A recuperação tem sido complicada, e ele ainda não conseguiu reproduzir de forma consistente o nível apresentado antes das lesões. Isso representa uma perda importante para o São Paulo. Não se trata de questionar sua capacidade, mas de reconhecer que existe uma diferença clara entre o atleta que se destacou em 2023 e o momento atual. O Tricolor precisa recuperá-lo ao longo do tempo, até porque a temporada ainda exige muito do elenco e o meio-campo é uma área fundamental para o funcionamento da equipe.

A situação também evidencia uma limitação importante no elenco. Quando Dorival olha para o banco em determinados momentos, as opções para modificar o ataque não são tantas quanto o treinador gostaria. A ausência de jogadores importantes e a necessidade de preservar outros atletas deixam o São Paulo com menos alternativas para mudar uma partida quando está atrás no placar. Essa limitação aumenta ainda mais a responsabilidade para terça-feira. Contra o Boca Juniors, não haverá espaço para administrar pensando no jogo seguinte. Será uma partida em que o São Paulo precisará colocar em campo o que tiver de melhor.

Fonte: br.bolavip.com

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