A atacante espanhola Esther González, que levantou a taça da Copa do Mundo de 2023, voltou a ser o centro das atenções — mas não pelos motivos que gostaria. Aos 33 anos, ela deixou o Gotham FC, dos Estados Unidos, e assinou com o Al Qadsiah, da Arábia Saudita. A mudança, anunciada em agosto, aconteceu menos de um mês após sua saída do clube norte-americano, e a forma como tudo se desenrolou está dando o que falar.
Em julho, o Gotham FC anunciou a rescisão amigável com a jogadora. Na época, a justificativa oficial era de que Esther precisava se afastar temporariamente do futebol para resolver questões pessoais na Espanha. Mas mal deu tempo de digerir a notícia: pouco depois, o Al Qadsiah confirmou a contratação da espanhola com contrato até 2027, com opção de renovação. A rapidez da transição levantou suspeitas e pegou muitos de surpresa — inclusive as próprias companheiras de equipe.
A publicação Sports Illustrated revelou que o Gotham não esperava que Esther assinasse com outro clube tão cedo. Já o The Guardian foi além, questionando os termos da rescisão e lembrando que o clube americano poderia ter recebido uma compensação financeira se a saída tivesse sido tratada como uma transferência. O jornal britânico também levantou a hipótese de que a chegada da australiana Sam Kerr ao Gotham, uma estrela de peso, pode ter influenciado a decisão de Esther, especialmente porque o teto salarial da liga americana limitaria qualquer aumento.
Mas o que realmente inflamou a repercussão foi um detalhe pessoal que transcende o futebol. Esther é casada com Estefanía Cruz, com quem tem uma filha. A Arábia Saudita, no entanto, criminaliza relações entre pessoas do mesmo sexo. E, para piorar, após o anúncio, a atacante apagou de suas redes sociais todas as fotos ao lado da esposa e da filha. A atitude foi interpretada como uma tentativa de se adequar ao novo ambiente, e a comunidade LGBTQIA+ não poupou críticas, transformando a decisão da campeã mundial em um dos debates mais quentes do momento.
Agora, a pergunta que fica é: até onde vai a pressão para se encaixar em um país com leis tão restritivas? E será que o preço pago por Esther vai além do campo? A história está longe de ter um desfecho, mas uma coisa é certa: essa transferência não vai passar despercebida tão cedo.
Fonte: br.bolavip.com



