Na noite desta quarta-feira, 27, a Câmara dos Deputados deu um passo decisivo ao aprovar, em votação simbólica, a preferência pelo texto que mantém a escala de trabalho 5×2 — ou seja, cinco dias de trabalho e dois de descanso. Com essa manobra, o plenário rejeitou os destaques apresentados pelo PL e pelo PSOL, que defendiam a adoção da jornada 4×3 (quatro dias de trabalho e três de descanso). A aprovação foi viabilizada por uma emenda aglutinativa apresentada por governistas, com o mesmo teor do relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA), e que entrou no sistema minutos antes da votação. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), questionou o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre a falta de transparência: “O plenário não sabe nem o que está votando. É uma aglutinativa que acabou de subir no sistema. Vossa Excelência sabe o que está no texto?”. Neste momento, os deputados seguem votando o texto principal da PEC em primeiro turno. Para investidores e analistas, essa decisão sinaliza uma postura mais conservadora em relação a mudanças trabalhistas, que podem impactar setores como comércio e serviços. A manutenção da escala 5×2 traz previsibilidade para empresas listadas na bolsa, que já vinham se preparando para cenários de flexibilização. Fique ligado nos desdobramentos — essa PEC ainda pode gerar volatilidade no curto prazo.
Fonte: www.infomoney.com.br



