Caballero quebra o silêncio após blitz e aponta erro de locadora

Caballero quebra o silêncio após blitz e aponta erro de locadora

O atacante paraguaio Gustavo Caballero, do Santos, viveu um episódio no mínimo constrangedor nesta terça-feira (3). O jogador foi parado em uma blitz e acabou passando por uma abordagem policial por conta de uma confusão envolvendo o veículo que dirigia. A situação, que poderia soar como algo grave à primeira vista, na verdade teve origem em uma falha administrativa de uma empresa de aluguel de carros.

Durante a parada, os policiais constataram que o automóvel em que o atleta estava possuía um boletim de ocorrência registrado. Segundo informações do GE, após uma análise mais detalhada, ficou claro que tudo não passou de um equívoco. Caballero foi levado à Delegacia para prestar depoimento e, em seguida, liberado.

Após a repercussão do caso, o atacante se pronunciou e esclareceu o que realmente aconteceu. De acordo com sua versão, a locadora de veículos cometeu um erro primário: registrou o aluguel no nome de outra pessoa — também paraguaia e com um nome em comum ao dele. Ao perceber que havia sido vinculada a uma locação que jamais contratou, essa terceira pessoa registrou um boletim de ocorrência, o que acabou motivando a abordagem policial.

“Os policiais verificaram o erro ainda no local e me liberaram com o carro. Fui muito bem tratado por eles, que entenderam tudo o que realmente tinha acontecido. Em seguida, fui imediatamente à Movida e devolvi o carro. Somente neste momento eu recebi o contrato, quando pude verificar que o número do documento não batia com o meu, apesar do mesmo nome”, declarou o jogador.

Apesar de ter sido liberado e de o mal-entendido ter sido esclarecido, Caballero deixou claro que não pretende deixar o assunto passar em branco. Seus advogados já estão atuando e o staff do atleta buscará reparação judicial pelos transtornos causados pela falha da locadora.

“Não fiz nada de errado. Fiquei muito chateado com a exposição, porque meu nome e minha imagem foram envolvidos numa situação que eu não causei. Meus advogados já estão cuidando do caso e vamos buscar na Justiça a reparação pelo que aconteceu”, encerrou.

O escritório Octavio Rolim Advogados Associados, responsável pela defesa do atleta, também se manifestou por meio de comunicado oficial. No texto, confirmou que o contrato de locação foi encerrado e reforçou a tese do erro de cadastro.

“A locadora, contudo, por erro grosseiro de cadastro, vinculou o contrato aos dados de terceiro que possui parte do nome idêntica à do atleta e também é de nacionalidade paraguaia. Este, ao tomar conhecimento de locação que jamais contratou, registrou boletim de ocorrência, o que motivou a abordagem do atleta pela Polícia Militar, hoje, em Santos”, comunicou o escritório.

“A autoridade policial, ao constatar o equívoco e verificar que o atleta não havia consumido bebida alcoólica, o liberou na posse do veículo. Feito isso, o atleta imediatamente devolveu o automóvel à locadora, encerrando o contrato de locação veicular firmado”, completou.

Agora, resta aguardar os próximos capítulos desse imbróglio. O que fica evidente é que um erro desse tipo, envolvendo uma figura pública, causa um desgaste enorme para a imagem da empresa de locação — e serve de alerta sobre a importância de processos de cadastro bem feitos.

Fonte: br.bolavip.com

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