A arbitragem brasileira voltou a ser protagonista na Copa do Mundo de 2026 — mas não exatamente por boas lembranças para os torcedores. Desta vez, o destaque é o rigor dos nossos juízes em campo. Raphael Claus, por exemplo, não hesitou em expulsar o atacante Balogun, dos Estados Unidos, na vitória por 2 a 0 sobre a Bósnia, na última quarta-feira (1). A decisão veio após consulta ao VAR, mas a cena do cartão vermelho já está se tornando familiar para quem acompanha os jogos apitados por brasileiros.
Até agora, os árbitros do Brasil acumulam quatro expulsões neste Mundial. Só na partida de abertura, entre México e África do Sul, Wilton Pereira Sampaio mostrou três cartões vermelhos — dois para sul-africanos e um para um mexicano. Com isso, os brasileiros já representam um terço de todas as 12 expulsões da competição, ou seja, 33,33% do total. Isso coloca Wilton Pereira Sampaio e Raphael Claus no topo da lista de árbitros mais rígidos da Copa.
Ramon Abatti Abel também está no plantel brasileiro e apitou o empate entre Bélgica e Egito na fase de grupos, sem aplicar nenhuma punição máxima. Mas o levantamento do “Gato Mestre”, do GE, mostra que apenas o Chile, com Cristián Garay, supera os brasileiros em rigor — o chileno já deu dois cartões vermelhos.
Outro momento que chamou atenção foi a atuação do VAR brasileiro. Na virada heroica da Bélgica sobre Senegal, o árbitro Rodolpho Toski, responsável pelo VAR, recomendou que o juiz hondurenho Said Martinez revisse um lance polêmico. Aos 12 minutos do segundo tempo da prorrogação, Camara acertou um carrinho em Tielemans dentro da área. Inicialmente, a falta não foi marcada, mas após a revisão, o pênalti foi confirmado. Tielemans cobrou e converteu, garantindo a classificação belga. Mais uma prova de que a arbitragem brasileira está deixando sua marca — para o bem ou para o mal — nesta Copa do Mundo.
Fonte: br.bolavip.com



