Braithwaite renova com salário menor e dívidas embutidas; entenda o caso

Braithwaite renova com salário menor e dívidas embutidas; entenda o caso

A renovação de Martin Braithwaite com o Grêmio, em 2025, foi muito mais complexa do que uma simples extensão de contrato. Envolveu uma renegociação que mexeu com salários, dívidas e até ajustes fiscais. O rumor de que o atacante receberia R$ 2,6 milhões mensais gerou ruído, mas a verdade é que esse valor não representa apenas o salário puro. Ele inclui o pagamento de dívidas do contrato anterior com o clube, que foram diluídas ao longo do novo vínculo.

Braithwaite chegou ao Grêmio em julho de 2024 como agente livre, com vencimentos na casa de R$ 1,8 milhão por mês. Na época, parte dos valores referentes à transferência foi incorporada ao contrato e paga de forma parcelada. Em abril e maio de 2025, o jogador procurou a diretoria para saber se havia interesse na renovação. Caso contrário, ele buscaria uma saída na janela de meio de ano, que costuma ser forte no mercado europeu. Foi um movimento estratégico que colocou o clube contra a parede.

A resposta gremista veio com uma negociação firme. Braithwaite aceitou reduzir os vencimentos para cerca de R$ 1,2 milhão mensais, desde que o contrato fosse estendido até o fim de 2027. Essa redução aliviou o caixa do clube e garantiu a permanência de um jogador que, naquele momento, era o principal nome do ataque. Artilheiro e referência técnica, ele sustentava o setor ofensivo em um período em que o elenco ainda não tinha alternativas como Carlos Vinícius. A permanência, portanto, atendeu a uma necessidade esportiva urgente.

Além da questão salarial, o Grêmio tinha valores em aberto com o jogador, relacionados aos direitos econômicos e à transferência — cerca de R$ 9,5 milhões. Esses montantes foram incorporados ao novo contrato e passaram a ser pagos de forma diluída, junto com os vencimentos mensais. Isso explica parte do ruído em torno do valor de R$ 2,6 milhões: ele é a soma do salário reduzido com o pagamento dessas dívidas.

Nos primeiros meses no Brasil, a situação fiscal do jogador também exigiu adaptação. Sem domicílio fiscal no país inicialmente, Braithwaite recebeu aproximadamente R$ 50 mil mensais entre os primeiros seis a oito meses. A diferença foi ajustada e redistribuída nos pagamentos seguintes, o que exigiu um controle financeiro rigoroso por parte do clube. Esse modelo de diluição de valores atrasados e reorganização do fluxo de pagamentos foi fundamental para manter o acordo sustentável.

A renovação de Braithwaite simboliza mais do que a permanência de um jogador. Reflete um momento em que o Grêmio precisou conciliar urgência esportiva com responsabilidade financeira, tomando decisões que ainda impactam o cenário atual do elenco. O atacante segue como peça-chave, mas o contrato revela a engenharia financeira por trás de cada movimento do clube.

Fonte: br.bolavip.com

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