O mundo do futebol ainda reverberava com a surpreendente demissão de Filipe Luís do Flamengo, logo após a classificação para a final Carioca, quando um rival resolveu usar o caso como exemplo. Em entrevista coletiva, Paulo Bracks, diretor-executivo do Atlético-MG, não poupou críticas ao Rubro-Negro ao justificar as próprias mudanças no comando técnico da Cidade do Galo.
Questionado sobre as constantes trocas de treinador em seu clube, Bracks foi direto: “A gente vive num momento de pressão no futebol brasileiro. Não gosto de citar outros clubes. O campeão brasileiro e da Libertadores demitiu o seu treinador de uma maneira muito desrespeitosa, por sinal”. A declaração, publicada no Globo Esporte, foi uma clara cutucada no processo de desligamento do ídolo flamenguista.
No entanto, uma análise mais fria revela uma contradição curiosa no argumento do dirigente atleticano. Bracks usou a necessidade de “mudança de rota” como justificativa para a troca no Atlético, afirmando: “Quando você identifica que há necessidade de mudança de rota no Atlético, você precisa mudar a rota. Não dá para ser omisso”.
Ora, esse foi exatamente o mesmo raciocínio apresentado pelo presidente do Flamengo, Rodolfo Landim (BAP), ao explicar a demissão de Filipe Luís. Ambos os dirigentes alegaram a avaliação de que era preciso uma reviravolta nos projetos em andamento para justificar a mudança.
Enquanto as polêmicas seguem, o Flamengo já vive uma nova era sob o comando de Leonardo Jardim, que começa a mostrar um trabalho promissor. O time retorna aos gramados nesta quarta-feira (18) para enfrentar o Remo, no Maracanã, dando sequência a esse novo ciclo.
Fonte: br.bolavip.com



