Boto fala tudo sobre seus olhares para o Mengão no Mundial
O Flamengo encarou o Fluminense no último sábado e ficou apenas no empate de 0 a 0, em partida realizada no Maracanã, pela 9ª rodada do Campeonato Carioca. Resultado modesto em uma partida bastante apática no tradicional Clássico.
Pelo menos, o ponto conquistado foi o suficiente para deixar o Mais Querido na segunda colocação, com 14 pontos, três de diferença do Volta Redonda, que lidera a competição. Vale ressaltar, que o Mengão tem um jogo a menos que o primeiro colocado.
Contudo, a Nação tem a consciência de que o Fla ainda passa por ajustes neste início de temporada e o técnico Filipe Luís ainda dosa a força máxima da equipe, visando o planejamento para uma temporada intensa, que, inclusive, tem Mundial de Clubes pela frente.
Neste contexto, o Mengo segue se movimentando no mercado da bola, com o diretor-executivo à frente da empreitada em busca de reforços. A bola da vez na Gávea é Firmino, que tem entrevista agendada com o dirigente Rubro-Negro, que aliás, em recente entrevista à CNN, abriu o jogo sobre seus olhares para a competição intercontinental.
O que Boto falou sobre disputa do Mundial de Clubes?
Boto, tem os pés no chão sobre os duelos que podem surgir na jornada do Mais Querido no Mundial e faz alertas: “Eu acho que posso fazer aqui uma chamada à realidade não só ao torcedor do Flamengo, mas torcedor brasileiro: o nível dessas grandes equipes, das cinco grandes ligas europeias, é uma realidade diferente”, iniciou o dirigente.

“São elencos de altíssimo nível, são equipes habituadas a jogar também muito jogos em níveis de intensidade elevadíssimos. Acho que seria um pouco fanfarrão da minha parte dizer que vamos jogar com o Real Madrid e vamos ganhar, jogar com o Chelsea… Não. Essas equipes, temos que ser realistas, estão em um patamar diferente de competitividade”, completou Boto.
Flamengo pode contar com trunfo importante
Mas, para o executivo português, as equipes da América do Sul podem contar com um trunfo importante sobre os europeus: “A grande questão é que os times sul-americanos, vamos estar em plena competição, no meio das nossas temporadas, e eles vão estar ou em fim de temporada, ou em início”.
“A grande questão que coloco para mim: se eu tivesse no lugar desses times europeus, eles têm uma decisão muito forte a fazer: ou não dão férias, com todos os riscos que isso pode acarretar para o futuro, ou dão férias e vão ao Mundial fazer pré-temporada. Penso que vão usar o Mundial como parte da pré-temporada e isso vai dar uma equilibrada com os times da América do Sul” finalizou.