O Botafogo entra em campo nesta quinta-feira (13) para abrir as oitavas de final da Sul-Americana contra o Cienciano, no Peru. O duelo está marcado para as 21h30 (de Brasília), no estádio Garcilaso de la Vega, em Cusco. E se depender do retrospecto recente, o Glorioso tem motivos de sobra para acreditar em um bom resultado.
A campanha na fase de grupos foi impecável: cinco vitórias e um empate em seis jogos, somando 16 dos 18 pontos possíveis. Mas o que realmente impressiona é o desempenho fora de casa. Em todas as partidas como visitante nesta edição do torneio, o time saiu vencedor — foram três triunfos, contra Racing (3 a 2), Independiente Petrolero (3 a 0) e Caracas (3 a 1). Agora, o desafio é manter essa escrita em um dos cenários mais hostis do futebol sul-americano.
A altitude de Cusco, a 3.400 metros acima do nível do mar, é um obstáculo que assusta qualquer equipe. O estádio Inca Garcilaso é o oitavo mais alto do planeta, e o Botafogo sabe que o fator físico será decisivo. Mas o time comandado por Franclim Carvalho não se intimida. Pelo contrário, usa a confiança da campanha para encarar o jogo com naturalidade.
A história, porém, pesa contra. Neste século, o Botafogo nunca venceu na altitude em competições continentais — são oito jogos, com seis derrotas e dois empates, diante de adversários do Equador, Colômbia e Bolívia. A última vitória nessa condição foi em 1963, há mais de seis décadas, quando bateu o Millonarios por 2 a 0 na Libertadores.
Agora, o time busca quebrar esse tabu para chegar com tranquilidade ao jogo de volta, no Nilton Santos, na próxima quinta-feira (20), mesmo horário. Se o placar agregado terminar empatado, a vaga será decidida nos pênaltis.
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Fonte: br.bolavip.com



