Prepare-se, porque tem Seleção em campo de novo! Austrália e Brasil voltam a se enfrentar no dia 29 de setembro, às 7h de Brasília, no Accor Stadium, em Sydney. E olha que esse reencontro chega apenas três dias depois do empate por 1 a 1 no mesmo palco. No primeiro amistoso da série, Rayan marcou de cabeça após escanteio cobrado por Raphinha, deixando tudo completamente em aberto para o segundo capítulo.
O histórico amplo desse duelo pede cautela. Antes da série de 2026, existem contagens diferentes conforme o critério adotado, o que impede tratar o retrospecto geral como um número fechado e sem ressalvas. O dado seguro para este novo capítulo é o empate de 25 de setembro, além do peso que a série ganhou para a Austrália como preparação importante para a Copa Asiática de 2027, neste retorno das duas seleções a campo após a Copa do Mundo.
Quando a gente analisa os últimos cinco jogos de cada equipe em todas as competições, o Brasil leva vantagem clara. A Austrália soma uma vitória, dois empates e duas derrotas, com aproveitamento de 33,3% dos pontos, quatro gols marcados e quatro sofridos, além de dois jogos sem sofrer gols. Já o Brasil acumula três vitórias, um empate e uma derrota, com 66,6% dos pontos, dez gols marcados e quatro sofridos, também com dois jogos sem ser vazado. Na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, o contraste ofensivo já aparecia: o Brasil marcou sete gols e acertou 19 finalizações no alvo, enquanto a Austrália fez dois gols e somou 11 chutes no alvo.
Sydney deixa de ser apenas sede e vira parte da leitura do confronto. O segundo amistoso será disputado novamente no Accor Stadium, com intervalo de 96 horas entre as partidas, o equivalente a três dias completos no calendário local. O mesmo cenário: Austrália e Brasil repetem estádio, ambiente e uma parte importante das referências do primeiro duelo, mantendo a continuidade imediata da série em Sydney.
A resposta australiana veio com a equipe de Tony Popovic mostrando organização defensiva com linha de cinco no primeiro jogo, criando situações em contra-ataques e bolas paradas, além de competir de forma mais agressiva do que em parte de sua campanha na Copa do Mundo. Já a correção brasileira passa pelo empate que expôs dificuldades de criação pelo centro e pouca compactação do Brasil. Além disso, a Seleção ainda teve um gol de Estêvão anulado por falta anterior de Bruno Guimarães.
Nos destaques individuais, Rayan foi o autor do empate brasileiro, aparecendo bem pelo alto no primeiro amistoso e marcando de cabeça após cruzamento de Raphinha em cobrança de escanteio. Foi o nome decisivo para evitar a derrota no capítulo que abriu a série em Sydney. Do lado australiano, Nestory Irankunda é a presença ofensiva: o atacante começou o primeiro confronto da série e integra uma convocação que mistura jogadores experientes com sete atletas ainda sem partidas pela seleção principal. No reencontro, segue como um dos rostos da tentativa de manter a Austrália agressiva no ataque.
O veredito é claro: o Brasil chega ao reencontro com números recentes mais fortes, são três vitórias, um empate e uma derrota nos últimos cinco jogos, contra uma vitória, dois empates e duas derrotas da Austrália. Ainda assim, o duelo permanece aberto diante da repetição do cenário e das correções que a equipe precisa fazer. A repetição do cenário em Sydney e o intervalo curto mantêm o duelo aberto. O Brasil tem repertório ofensivo superior no recorte recente, mas precisa corrigir a falta de criação e a descompactação vistas no jogo passado; a Austrália, por sua vez, tenta transformar a organização exibida no Accor Stadium em mais um passo firme de preparação para a Copa Asiática de 2027.
Fonte: br.bolavip.com



