O São Paulo tem um novo camisa 10 — e não é um meia clássico. Artur, que normalmente atuava aberto pela direita, foi testado por Dorival Júnior em uma função mais central na vitória por 2 a 0 sobre o Internacional. O resultado? Aprovado. E a tendência é que ele siga nessa nova missão.
A ideia da comissão técnica é clara: Artur deixa de ser um ponta preso à lateral e passa a flutuar por dentro, com liberdade para construir e aparecer em zonas decisivas do campo. Imagine um jogador que não fica esperando a bola chegar — ele vai buscá-la, conecta o meio com o ataque e ainda surge como elemento surpresa na área.
Tudo isso nasceu de uma necessidade tática. Dorival buscava mais equilíbrio no sistema com três zagueiros. O time vinha num 3-4-3, com dois alas, dois volantes, Luciano mais recuado como armador e Calleri como referência. Artur ficava na direita, mas não explorava todo o seu potencial. Com Pedro Lima entrando bem e mostrando que pode atacar o corredor como um ponta, manter os dois no mesmo setor seria um desperdício.
A solução? Mover Artur para dentro. Luciano se aproximou de Calleri, e o novo ’10’ ganhou o direito de circular. Não se trata de um camisa 10 clássico, daqueles que só pensam em dar o passe final. A proposta é usar Artur por dentro, mas sem amarrá-lo ao centro. Ele pode cair pelos lados, especialmente pela esquerda, onde Iago tem características diferentes de Pedro Lima. Essa versatilidade pode dar ao São Paulo uma arma extra na construção ofensiva.
O teste contra o Internacional foi positivo, principalmente no primeiro tempo. Artur apareceu mais, participou das jogadas e ocupou espaços que antes não frequentava. Dorival não gostou de tudo, mas o saldo foi suficiente para dar sequência à experiência. A intenção é que o atacante assimile cada vez melhor os movimentos exigidos.
O próximo desafio é contra o Santos, em 2 de outubro, no MorumBIS. E aí vem um detalhe importante: Calleri está suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Gustavo Santana surge como alternativa para a centroavância, enquanto Luciano deve ficar mais perto do ataque. Artur, por sua vez, atuará atrás dos atacantes, conectando o meio-campo à frente e dando mais liberdade criativa ao time.
Antes de apostar em Artur, Dorival testou Cauly na função, mas o meia não convenceu. Pedro Ferreira também foi observado, porém ainda precisa passar por etapas antes de ganhar sequência no profissional. Nesse cenário, Artur levou a melhor — e agora tem a chance de se firmar como o novo cérebro ofensivo do São Paulo.
Fonte: br.bolavip.com



