O Cruzeiro entrou em 2026 com a promessa de uma temporada forte sob o comando de Artur Jorge, mirando os principais títulos do Brasil e da América do Sul. Mas a realidade foi bem diferente: no fim das contas, o Campeonato Mineiro acabou sendo o único troféu que a Raposa conseguiu levantar.
A equipe mineira até figura no G-4 do Campeonato Brasileiro, porém está bem distante dos líderes Flamengo e Palmeiras. Além disso, caiu nas oitavas de final da Copa Libertadores para o próprio Flamengo e foi eliminada nas quartas de final da Copa do Brasil pelo Atlético-MG, seu maior rival. Resultados que pesaram demais no ambiente do clube.
Em entrevista à Rádio Itatiaia, Artur Jorge foi questionado sobre o impacto dessas eliminações, especialmente dentro do elenco, e como isso mexeu com o restante da temporada. O treinador não fugiu do assunto e reconheceu o momento delicado.
“É um momento de grande tristeza. Libertadores, objetivo era passar a fase de grupo. Depois, ambiciosos e exigentes como somos, validados por isso, foi um momento difícil encaixar em um curto espaço dois momentos decisivos como as copas, em que ficamos pelo caminho, mas termos a capacidade e dignidade de lutar da melhor forma possível para continuar a ter a mesma consistência”, revelou o técnico.
Na sequência, ele lembrou que a competição não depende só do Cruzeiro e destacou o peso emocional dos mata-matas. “Não somos os únicos a competir. Podemos não ser capazes de alcançar os objetivos. Tendo as copas de mata-mata, é matar ou morrer. É fundamental a questão emocional, temos que ter o máximo de cuidado para tirar o máximo dos jogadores”, seguiu.
Artur Jorge também traçou uma análise sobre a postura que o time precisa ter e a diferença de chave entre torneios eliminatórios e os de pontos corridos. A declaração foi encerrada com uma observação sobre o foco do time após as quedas nas copas e a possibilidade de o Campeonato Mineiro salvar a temporada de 2026. O trecho original apresenta erros que impedem a recuperação segura do sentido integral.
“O Brasileiro precisa de competência, resultados, estabilidade emocional. A partir do momento em que tivemos apenas o campeonato com 100%, nunca deixamos de pensar que é um objetivo tão grande quanto os outros, dando nossa entrega completa”, encerrou Artur Jorge.
Olhando para tudo o que aconteceu no Cruzeiro neste ano, fica claro que houve um erro de planejamento. Mesmo com a tentativa de recalcular a rota ao trocar Tite por Artur Jorge, os erros cobraram seu preço, e o time sentiu isso justamente no momento decisivo da temporada.
É mais um ano em que o torcedor cruzeirense termina com aquela sensação de que o time poderia ter ido mais longe ou conquistado um grande título, encerrando o jejum que dura desde 2018, quando veio o hexa da Copa do Brasil. Desde 2024, a Raposa acumula uma derrota na final da Copa Sul-Americana para o Racing, da Argentina, uma queda na semifinal da Copa do Brasil para o Corinthians e agora as eliminações em 2026.
Agora, cabe ao elenco mais uma vez dar uma resposta e mudar a imagem de um time que, nos momentos decisivos, tem uma postura que incomoda os torcedores e que não consegue jogar grandes jogos.
Fonte: br.bolavip.com



