O Maracanã viu um Flamengo apático dar adeus ao sonho da Libertadores. Após empate sem gols nos dois jogos da semifinal, o Rubro-Negro foi eliminado nos pênaltis pelo Estudiantes, com três cobranças desperdiçadas: Jorginho, Bruno Henrique e Lucas Paquetá pararam em Muslera, que virou herói da classificação argentina.
Mesmo com um jogador a mais desde o início do segundo tempo — após a expulsão de Baltasar Rodríguez —, o time carioca não soube transformar a superioridade numérica em perigo real. A pressão até existiu, mas faltou objetividade. Arrascaeta, que surpreendeu ao aparecer entre os relacionados mesmo com lesão no punho, entrou na etapa final, porém não conseguiu mudar o panorama.
Na saída de campo, o camisa 10 não escondeu a frustração e foi sincero sobre o desempenho coletivo. Para ele, o Mais Querido esteve longe do que deveria ser. “A gente lutou, mas não conseguimos fazer o que era preciso, não fomos o time que tínhamos que ser. No futebol, se você não está no seu máximo, cobra muito caro. Não tenho palavras, era uma oportunidade única para chegar em mais uma final”, desabafou em entrevista à ESPN.
Arrascaeta também destacou que o grupo precisa assimilar o golpe rapidamente e redirecionar o foco para o Brasileirão, competição na qual ainda briga pelo título. “Era um elenco que merecia, mas apenas merecimento não alcança. Estamos muito tristes, mas temos que virar a página, ainda temos o Brasileirão pela frente, que é muito importante. Temos que seguir, se fechar no grupo”, acrescentou.
O meia ainda classificou a queda como um baque difícil de digerir, mas lembrou que altos e baixos fazem parte do esporte. “Eliminação que pega muito forte, mas faz parte do futebol. Nem sempre vamos ganhar, não é desculpa também, mas agora temos que baixar a cabeça e trabalhar”, completou.
Questionado sobre a opção de escalar Arrascaeta mesmo após o período de tratamento, o técnico Leonardo Jardim explicou a decisão em coletiva. “Ele trabalhou fisicamente e treinou com o grupo nessa semana. Com certeza dificilmente iria entrar de início, mas no momento em que tínhamos mais um e eles estavam em bloco baixo, o uruguaio é o melhor atleta pra esse jogo. Ele se colocou à disposição. Com certeza se tivéssemos ganho, ele não entraria. Não fez um excelente jogo, mas tentou ajudar naquilo que era possível”, justificou o treinador.
Agora, o Flamengo precisa reunir forças para a sequência da temporada. A eliminação dói, mas o Campeonato Brasileiro segue como caminho para encerrar o ano com um título. E a lição que fica é clara: talento sozinho não basta — é preciso atitude e eficiência nos momentos decisivos.
Fonte: br.bolavip.com



