A Seleção Brasileira pisou em campo nesta sexta-feira (25) e, mais uma vez, deixou a torcida com aquele gosto amargo de frustração. O empate em 1 a 1 com a Austrália, no primeiro amistoso depois da Copa do Mundo, escancarou um time sem criatividade e com sérios problemas de organização. O gol de empate só saiu no apagar das luzes, com Rayan subindo de cabeça após escanteio cobrado por Raphinha. Ou seja: sofrimento até o fim.
Mas o placar, por si só, já seria motivo suficiente para preocupação. O que realmente incomodou foi o desempenho abaixo da crítica durante os 90 minutos. Carlo Ancelotti tem em mãos um grupo que precisa urgentemente de novas soluções, porque o esquema atual dá sinais claros de esgotamento. E, no meio desse cenário, algumas escolhas do treinador merecem ser questionadas sem meias-palavras.
No segundo tempo, quando decidiu tirar Bruno Guimarães, Ancelotti tinha a chance perfeita de lançar Breno Bidon e dar mais dinamismo ao meio-campo. Mas preferiu Douglas Luiz, que praticamente não apareceu no jogo. Não se trata de desmerecer o ex-Vasco: ele tem bagagem internacional e qualidade técnica reconhecida. A questão é que esse amistoso oferecia uma oportunidade de ouro para observar o camisa 7 do Corinthians em um contexto de Seleção principal.
O próprio Ancelotti justificou as convocações dizendo que queria priorizar jovens com potencial para representar o Brasil na Copa do Mundo de 2030. Pois bem: se a ideia é preparar uma joia para o futuro, nada mais lógico do que dar minutos a ela em um jogo como esse. Ainda mais quando o time tinha dificuldade para transformar posse de bola em criação efetiva e não conseguia controlar o ritmo da partida. O perfil de Breno Bidon se encaixaria como uma luva.
Afinal, o jovem tem características que destoam do volante mais físico: ele circula bem, atua entre linhas, conduz com qualidade e participa da construção. É o tipo de meio-campista que oferece uma alternativa diferente, mais criativa. Em 2026, Breno Bidon acumula 46 jogos, quatro gols, uma assistência, 12 cartões amarelos e nenhum vermelho pelo Corinthians, somando 3.385 minutos em campo. Já Douglas Luiz, considerando sua trajetória no futebol inglês e o início de temporada na Juventus, tem 21 partidas, um gol, uma assistência, sete cartões amarelos e nenhum vermelho.
É evidente que Breno Bidon terá outras chances para ser testado. Mas, considerando o histórico recente da Seleção Brasileira — com muitos erros e poucos acertos —, cada teste se torna essencial para criar uma casca antes das competições mais pesadas. E tem mais: a Amarelinha tem um compromisso importantíssimo antes do mundial, que é a Copa América de 2028. Alguns nomes, especialmente os mais jovens, precisam de minutos em campo para chegar prontos e capazes de contribuir.
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Fonte: br.bolavip.com



