Uma pesquisa recente revela que o trabalho de Carlo Ancelotti à frente da Seleção Brasileira divide opiniões entre os torcedores. O levantamento da Genial/Quaest, divulgado na quinta-feira (16), mostra que 41% da população aprova o técnico italiano, enquanto 29% desaprovam. Um significativo 30% não soube ou preferiu não responder, refletindo a cautela que cerca a relação do torcedor com a equipe nacional.
Os números vão além da simples aprovação e expõem um Brasil fragmentado até no futebol. Regionalmente, o Nordeste lidera o apoio a Ancelotti com 46% de aprovação, enquanto no Sul o índice cai para 37%. Essa diferença vai além de porcentagens — revela expectativas distintas: de um lado, disposição para apostar; de outro, um ceticismo mais contido.
O perfil demográfico também conta histórias diferentes. Entre os homens, Ancelotti tem 46% de aprovação, mas enfrenta 37% de rejeição. Já entre as mulheres, 36% aprovam e 22% desaprovam. A faixa etária amplia os contrastes: os mais jovens (16 a 34 anos) mostram maior adesão (46% de aprovação), possivelmente por carregarem menos memórias de frustrações passadas. Entre os acima de 60 anos, a aprovação cai para 38%, com 30% de rejeição — aqui pesa o passado e uma régua de exigência mais alta.
A pesquisa mede menos o desempenho real — ainda incipiente — e mais as expectativas infladas para a Copa do Mundo de 2026, que já ocupa o imaginário coletivo. O torcedor brasileiro segue fazendo o que sabe de melhor: alimentar a esperança pelo sexto título mundial, que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá a partir de 11 de junho de 2026.
O Brasil está no Grupo C da competição, ao lado de Escócia, Marrocos e Haiti. A estreia da Seleção será contra Marrocos no dia 13 de junho, às 19h (horário de Brasília). Até lá, entre dados e desejos, Ancelotti navegará no território da dúvida — onde nem há confiança plena nem rejeição aberta, apenas a espera cautelosa pelo que virá quando a bola rolar na América do Norte.
Fonte: br.bolavip.com



