A negociação de Allan Elias com o Manchester City agitou os bastidores e trouxe à tona um tema que sempre gera confusão no futebol brasileiro: a divisão dos direitos econômicos. Enquanto na Europa, principalmente em clubes com ações na bolsa, os valores são escancarados, por aqui tudo é mais nebuloso. E foi justamente essa falta de transparência que criou versões desencontradas sobre o caso.
O que se sabe com segurança é que o Palmeiras detém 90% dos direitos econômicos do jovem. Como o City quer a compra integral, o Verdão embolsará a maior fatia da transferência. Mas os 10% restantes viraram um imbróglio. A versão mais aceita nos bastidores é que o Figueirense tem 5% e o Athletico-PR, os outros 5%. Essa divisão, porém, não foi uma venda simples.
A história é a seguinte: o Figueirense tinha uma dívida com o Athletico e, como garantia, ofereceu parte dos direitos de Allan Elias. Ou seja, se o jogador fosse negociado, o clube paranaense receberia sua fatia automaticamente para quitar o débito. Isso explica por que surgiram boatos de que o Figueirense teria 10% — na real, ele só tem metade disso, enquanto o Athletico aparece como credor.
A confusão é típica do mercado brasileiro, onde os clubes não são obrigados a detalhar percentuais e valores como em Portugal, por exemplo. Lá, times com ações na bolsa têm que divulgar tudo. Aqui, a informação chega em pedaços, e é por isso que cada veículo noticia um número diferente.
Na prática, se a venda for de €40 milhões, o Palmeiras ficaria com €36 milhões. Já Figueirense e Athletico-PR embolsariam €2 milhões cada. Por isso, confirmar os percentuais é tão crucial — é o que define quanto cada um vai receber. E, por enquanto, a única certeza é que o Verdão leva a parte do leão, enquanto os outros dois brigam pelo resto.
Fonte: br.bolavip.com



