O meio-campista Alisson pode estar vivendo seus últimos meses com a camisa do Fluminense. Aos 33 anos, o volante tem empréstimo válido até dezembro e, segundo apuração do Bolavip Brasil, a diretoria tricolor carioca não deve exercer a opção de compra prevista no contrato. O motivo? A combinação de baixo rendimento esportivo, poucas oportunidades e uma sequência de problemas físicos que atrapalharam sua temporada no Rio de Janeiro.
Com esse cenário, o retorno ao São Paulo em 2027 surge como um caminho natural. Alisson tem vínculo com o Tricolor paulista até dezembro daquele ano, mas isso não garante automaticamente que ele será reintegrado ao planejamento do clube. Tudo vai depender da avaliação da comissão técnica e da diretoria que montará o elenco para a próxima temporada. Ou seja: contrato assinado não significa espaço garantido.
A passagem de Alisson pelo Fluminense começou com expectativa. Ele deixou o Morumbis justamente para recuperar espaço e ganhar mais minutos em campo. Reencontrou Luis Zubeldía, treinador com quem já havia trabalhado no São Paulo, mas nem essa familiaridade foi suficiente para consolidá-lo entre os titulares. Sua maior sequência no clube carioca foi de apenas sete partidas — um número que escancara a dificuldade de continuidade em uma temporada também marcada por lesões.
E foram justamente os problemas físicos os grandes vilões dessa história. Em maio, dores na panturrilha o afastaram da equipe. Depois da pausa para a Copa do Mundo, ele conseguiu se recuperar e voltou a ser relacionado para duas partidas, mas uma nova lesão — desta vez no quadril — interrompeu qualquer tentativa de retomada. Desde então, segue afastado, em fase de transição física, correndo contra o tempo para voltar a ficar à disposição antes do fim da temporada.
O tempo, aliás, está cada vez mais curto. Como o empréstimo termina em dezembro, as chances de Alisson recuperar ritmo competitivo e mudar o cenário de sua permanência são mínimas. Sua última atuação pelo Fluminense foi em 9 de maio, no empate por 2 a 2 com o Vitória, pelo Campeonato Brasileiro. Desde que chegou ao clube, disputou apenas 11 partidas e contribuiu com uma assistência. Números que explicam, sem rodeios, por que a diretoria não deve avançar com a compra definitiva.
Agora, imagine o cenário: Fluminense confirma que não exerce a opção de compra, Alisson se reapresenta ao São Paulo. O que acontece depois? A resposta está nas mãos da comissão técnica e dos dirigentes são-paulinos. Mas existe um fator que pode jogar a favor do volante: a eventual permanência de Dorival Júnior no comando do Tricolor. Foi Dorival o responsável por uma das melhores fases de Alisson no São Paulo, especialmente em 2023, quando o jogador se destacou no meio-campo durante a campanha do título inédito da Copa do Brasil. Essa relação de confiança pode pesar na avaliação sobre o aproveitamento do atleta.
Vale lembrar que Dorival já tentou contar com Alisson no Corinthians no início de 2026. A negociação chegou a avançar, mas o clube alvinegro desistiu do acordo na reta final. Com isso, o volante foi reintegrado ao elenco são-paulino antes de deixar o Morumbis meses depois rumo ao Fluminense. O episódio, no mínimo, reforça que o treinador tem interesse em trabalhar novamente com o jogador.
Só que o futuro de ambos ainda é uma incógnita. Dorival tem contrato somente até dezembro de 2026, e sua continuidade no São Paulo não está assegurada. Ou seja: o destino de Alisson está diretamente atrelado a decisões que ainda serão tomadas nos bastidores. O que se sabe, por enquanto, é que a passagem pelo Fluminense caminha para um fim sem grandes conquistas — e que o retorno ao Morumbis, em 2027, pode ser mais do que uma possibilidade: pode ser a única saída.
Fonte: br.bolavip.com



