Gustavo Alfaro, técnico da seleção paraguaia, não poupou críticas à nova regra da FIFA que gerou uma das expulsões mais polêmicas da história das Copas do Mundo. No duelo entre Turquia e Paraguai, realizado ontem (19), Miguel Almirón foi expulso ainda no primeiro tempo, nos acréscimos, após uma confusão generalizada entre jogadores das duas equipes. O árbitro Iván Barton foi chamado ao VAR e, seguindo a nova determinação, mostrou o vermelho direto ao camisa 10 paraguaio.
Para quem não sabe, a FIFA decidiu punir com cartão vermelho qualquer atleta que cubra a boca durante discussões com adversários. A medida foi adotada após o episódio de suposto racismo envolvendo Vini Jr., do Brasil, e Gianluca Prestianni, da Argentina, na última UEFA Champions League. A intenção é evitar insultos e ofensas encobertas, mas Alfaro acredita que a aplicação está sendo exagerada.
Em entrevista coletiva, o treinador reconheceu que o vermelho foi correto dentro da regra, mas criticou o rigor desnecessário. “O Miguel cobrir a boca foi um ato reflexo, algo que acontece no calor do jogo, nas discussões. O regulamento diz que é expulsão, e contra isso não posso fazer nada. Só espero que não seja uma punição exemplar”, afirmou. Ele completou: “Um cartão amarelo já bastaria. Há coisas punidas com rigor excessivo, e meu medo é que o futebol perca sua essência. O esporte tem contato, disputa, luta, coragem. Se você joga no chão, briga, disputa uma bola no alto, isso é futebol”, destacou.
Apesar da baixa, o Paraguai superou as dificuldades e eliminou a Turquia da Copa do Mundo. Com a derrota por 1 a 0 (gol de Matías Galarza), os turcos, que já haviam perdido para a Austrália na estreia, estão fora do Mundial. Agora, os paraguaios decidem a vaga no mata-mata contra os australianos, já que os EUA garantiram a liderança do grupo.
Fonte: br.bolavip.com


