Alan Patrick virou peça-chave no meio-campo do Internacional. Com 21 partidas como titular em 25 jogos no Brasileirão de 2026, o meia alia presença constante com participações decisivas em gols e assistências. Não é à toa que se tornou referência na criação colorada.
No dia 7 de outubro, contra o Corinthians, ele mostrou exatamente isso. Participou diretamente dos dois gols da vitória por 2 a 1: deu a assistência para Vitinho abrir o placar logo no primeiro minuto e marcou o segundo aos 77. O adversário até descontou aos 80, mas o Colorado segurou a vantagem. Uma atuação que resumiu suas duas formas de contribuir: preparar o companheiro e finalizar por conta própria.
Já no jogo seguinte, o empate em 1 a 1 com o Grêmio, em 11 de outubro, sua participação foi mais discreta. Atuou 45 minutos, sem gols, assistências ou finalizações. Oscilação normal para quem joga em alto nível.
Os números da temporada ajudam a entender seu peso. No Brasileirão de 2026, foram 25 partidas, sendo 21 como titular, totalizando 1.755 minutos em campo e 5 gols marcados. Se focarmos nas cinco partidas entre 6 de setembro e 11 de outubro, ele produziu 1 gol e 1 assistência, com 6 finalizações (1 no alvo) e média de 78 minutos por jogo. Uma amostra do quanto está envolvido no ataque.
Eduardo Baptista, treinador do Internacional, enxerga em Alan Patrick uma peça fundamental para o jogo interno. Ele citou o meia ao lado de Rodrigo Villagra e Bruno Henrique como opções para desenvolver ações pelo meio. “Abrimos um leque por dentro muito grande, porque o time técnico já tem. Alan, Rodrigo, Bruno Henrique, jogadores que oferecem fazer um jogo interno”, afirmou Baptista.
Na avaliação do treinador, Alan tem capacidade de participar da construção pelo centro, uma alternativa para o Inter trabalhar a bola por dentro. Contra o Corinthians, atuou como meio-atacante no 4-2-3-1 e sua participação apareceu tanto no passe para Vitinho quanto no gol que ampliou a vantagem.
A proposta de Baptista parte de uma estrutura com três zagueiros, combinando ocupação dos lados com alternativas pelo centro. A capacidade de jogo interno de Alan Patrick se encaixa perfeitamente nesse conjunto. “Mas oferecemos o lado agora”, acrescentou o treinador, indicando que os alas ficam responsáveis pelas pontas, ampliando os caminhos ofensivos.
Além disso, o meio-campo conta com um volante de contenção e outro que se soma ao ataque, permitindo que um jogador venha de trás para apoiar as ações ofensivas. Para o trio da frente, Baptista apresentou duas possibilidades: um centroavante com duas meias-atacantes ou uma meia com dois atacantes. Alan Patrick é uma dessas opções pelo centro.
Fique de olho: acompanhe como Alan Patrick participa das ações pelo meio e quais opções de passe encontra. Observe quando sua participação deixa um companheiro em condição de finalizar, como na assistência para Vitinho contra o Corinthians. E claro, veja como ele se encaixa nas diferentes composições ofensivas propostas por Baptista. O camisa 10 segue sendo o cérebro que pensa e executa o jogo do Internacional.
Fonte: br.bolavip.com



